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A diferença entre o mercenário e o soldado

Assistindo a uma reportagem na TV sobre mercenários contratados pelos Estados Unidos para combaterem no Iraque, percebi algo bem analógico com alguns fatos que estão acontecendo entre os evangélicos.
Primeiro, precisamos saber o significado de mercenário. Segundo o dicionário Aurélio, temos a seguinte definição do termo, entre outras: “Que trabalha por soldada ou estipêndio; que trabalha se outro interesse que não a paga”.
Eventualmente, a Pérsia, a Grécia e Roma empregaram mercenários, que se tornaram importantes, sobretudo, nos séculos 13 a 16, quando soldados alemães e suíços eram muito procurados. Por fim, após a Revolução Francesa, exércitos nacionais substituíram os mercenários.
Como podemos perceber, a grande diferença entre um soldado que pertence legitimamente ao Exército da nação que está em combate e um mercenário é essa: o militar luta e, se necessário, morrerá para defender os interesses da sua pátria, enquanto o mercenário, independente do país a que pertença, ao ser contratado, lutará exclusivamente por interesse, pela paga por seus serviços.
Mas, o que realmente achei interessante na reportagem em referência foi o fato de o mercenário ser muito mais habilidoso do que o soldado comum. Ou seja, o mercenário consegue abater muitos inimigos com suas experiências de guerra, enquanto o soldado comum encontra vários obstáculos, começando pelo território do inimigo, que lhe é totalmente estranho.
Outro detalhe importante: quando um combatente americano é abatido em guerra, a cerimônia do seu sepultamento é especial, cheia de honras, porque é considerado um herói. Já o mercenário, quando morto em combate, não tem esse privilégio, por não pertencer aos filhos da nação que o contratou.
Entre os evangélicos, também encontramos mercenários e esses, como acontece na guerra, são igualmente habilidosos em combate, conseguindo grandes resultados no campo de batalha, ou seja, na seara do Senhor. Assim como os mercenários sabem utilizar armamentos sofisticados em combate, os da religião também utilizam de todas as habilidades humanas e de todos os recursos tecnológicos para desenvolver bem seus trabalhos e, como pagamento pelos seus serviços, exploram a boa fé do povo, obtendo muito dinheiro, porque é somente isso que realmente lhes interessa.
Talvez, amado leitor, você tenha muito interesse em identificar quem são esses mercenários, mas, para isso, basta ficar atento ao ensino do nosso Mestre, registrado em João 10.11-14, onde diz o seguinte: “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas. Ora, o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido”.
Na verdade, eles serão definitivamente revelados no dia do acerto de contas, como está registrado em Mateus 7.22,23: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”.
Percebeu, na analogia e na palavra do Mestre, como é grande a diferença entre o mercenário e o legítimo soldado da pátria celestial?

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